Um oceano de lágrimas

"                                    UMA LAGOA DE LÁGRIMA
Tudo está tão esquesito hoje! E ainda ontem as coisas estavam tão normais... Será que durante a noite eu virei outra pessoa? Deixe-me pensar: hoje de manhã, quando acordei, eu era outra pessoa? Tenho uma vaga lembrança de ter me sentindo um pouquinho diferente. Mas se eu não for eu mesma, a próxima pergunta é: Quem eu sou? Essa é que é a questão! 
(...)
Mas... ai  meu Deus... -chorou Alice, numa explosão de lágrimas- eu queria tanto que alguém colocasse a cabeça naquele buraco e me chamasse... Estou tão cansada de ficar aqui sozinha!...
(...)
gostaría de não ter chorado tanto - disse, enquanto nadava tentando achar a saída. -Agora eu vou ser castigada por isso, me afogando em minhas próprias lágrimas." Lewis Carroll

Kierkegaard responde à Alice:
"(...) e essa segunda forma de desespero -a vonatade de sermos nós próprios-  designa tampouco uma maneira especial de deseperar, que, ao contrário, nela finalmente se resolve e a ela se reduz todo o desespero."



Sheila M. de Oliveira 16/11/07

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